Watchmen – Leia a Crítica!

Confesso que nunca li as revistas em quadrinhos sobre estes personagens criados por Alan Moore e publicadas entre 1986 e 1987 pela DC Comics. Mas sou um grande fã do filme baseado nestas histórias dirigido por Zack Snyder e lançado em 2009. Por causa disso, assisti a nova série exibida pela HBO e confesso que foi sem dúvida uma das melhores produções que já assisti na minha vida.

Criada, produzida e escrita por Damon Lindelof, Watchmen é ambientada após os eventos da clássica Graphic Novel, a série se passa em uma realidade distópica e acompanha Angela Abar (Regina King), uma detetive policial que investiga o assassinato de um colega. Neste universo, os policiais usam máscaras sobre seus rostos para protegerem suas identidades, e precisam descobrir a origem e o objetivo de um grupo supremacista chamado A Sétima Kavalaria, cujos membros usam máscaras semelhantes à do Rorschach.

A trama pode parecer bastante confusa, especialmente nos primeiros episódios e principalmente para aqueles que não conhecem nada sobre Watchmen já que é uma espécie de continuação de histórias já contadas anteriormente. Mas as pontas soltas vão se amarrando aos poucos e o quebra cabeça é montado nos dois últimos episódios da primeira temporada. Nada é deixado de lado. Até mesmo a cena de abertura bem no início, que parece não ter nada a ver com o contexto, é explicada. Tudo é perfeitamente encaixado.

As características técnicas da série são impressionantes. Bons efeitos especiais, fotografia belíssima que usa diversas paletas de cores para exemplificar o presente e o passado através de flashbacks, trilha sonora empolgante e uma direção impecável.

As atuações também são um show a parte. Especialmente a atriz Regina King que faz muito bem a personagem Angela (Sister Night). Apesar dela não ser o foco de todos os episódios da série, vamos descobrindo aos poucos a importância dela na produção. E a atriz recebe muito bem esse “peso nas costas” e se destaca na realização de um ótimo trabalho. E aqui não posso deixar de lado a paixão de Jeremy Irons por Ozymandias. Ele mostra claramente em todas as aparições que abraçou o personagem.

Mas pra mim o melhor de tudo é o roteiro. Sem dúvida, podemos dizer que escrever uma história tão fascinante assim depois de 33 anos da clássica trama impecável das revistas em quadrinhos foi brilhante. E deixar de lado a guerra entre EUA e União Soviética (premissa do que foi produzido antes) e colocar o massacre racial como base foi muito bom. Sem contar que deixaram um pouco de lado os personagens clássicos para a introdução de novos, nos dando easter eggs e muitas referências do que já conhecemos pra simplesmente nos apaixonarmos por esta nova história. Fantástico!

Nota 10