Vingadores: O Ultimato – Leia a Crítica!

COM SPOILERS

Tanto tempo esperando para ver um dos melhores, senão o melhor filme do universo Marvel até agora e somos presenteados com algo espetacular. É claro que as expectativas estavam a flor da pele desde Guerra Infinita que pra mim foi um filme praticamente sem defeitos. Mas no meu caso pelo menos, eu esperava ver ainda mais pancadaria, embates incríveis e cheios de efeitos especiais do que aconteceu no filme anterior, se é que isso seria possível. Nesse caso, a expectativa não se concretizou já que o Ultimato não tem tantas batalhas como seu antecessor. Portanto, quem assim como eu foi ao cinema esperando ver muitos confrontos, não foi bem assim.

Mas o bom de tudo isso é que essas lutas incríveis que estamos acostumados a assistir desde o primeiro filme dos Vingadores não fizeram tanta falta nesse longa. É que nesta produção a trama se desenvolve inteligentemente para um lado extremamente dramático. E o roteiro nos mostra exatamente as consequências da batalha sensacional que vimos em Guerra Infinita. Nos revela como estão os heróis e a humanidade depois dos acontecimentos que vieram após o estalo de dedo do Thanos. E é exatamente com essa premissa que o Ultimato nos agrada bastante e foge totalmente daquilo que ficamos acostumados a assistir nos últimos dez anos, se tornando um filme mais pesado, mais emocionante, mais trágico, mais sofrível.

Em alguns momentos eu me perguntava: peraí, isso é um filme de super-heróis ou um drama indicado a Oscar? A narrativa nos faz sofrer juntamente com os personagens e ficamos o tempo todo torcendo pra que eles consigam achar uma forma de pelo menos amenizar este sofrimento que causou traumas nas pessoas mais poderosas do universo. Esse peso dramático é algo muito bem explorado, mas para alguns pode se tornar um pouco cansativo, especialmente aqueles que querem ver a porrada comer solta.

Os diálogos são extremamente bem feitos e o alívio cômico que estamos tão acostumados a ver neste universo Marvel, desta vez aparece apenas em alguns momentos e mesmo assim se referem aos resultados causados pela tragédia causada por um dos maiores vilões do cinema de todos os tempos.

Bom, os aspectos técnicos estão intocáveis. Fotografia, trilha sonora, efeitos especiais, direção, edição, tudo perfeito como na maioria das produções da Marvel. As interpretações estão sensacionais. Todo o elenco se entregou como nunca havia acontecido antes. Acredito que os atores sabiam que esse era o desfecho que todos os fãs esperavam tanto e não nos decepcionaram. Atuações brilhantes.

O Ultimato é sim um filme excelente e vai entrar pra história. Mas não é pra mim uma produção perfeita. Daria nota total se não fossem alguns detalhes pequenos, mas que me deixaram um pouco irritado. São ínfimos perto da grandiosidade do filme, mas aqui vão eles:

A Capitã Marvel continuou sendo uma decepção em Vingadores como ela foi no filme solo dela. Surgiu como a confiante e estrela no primeiro ato, sumiu durante praticamente toda a projeção e apareceu no fim pra atravessar (NOVAMENTE) algumas naves. E só!

Ver o professor Hulk em cena foi algo excepcional. Finalmente o Bruce Banner encontrou um equilíbrio entre a força e a inteligência. Mas confesso que deixou a desejar na batalha final. Pra quem levou uma surra do Thanos e sumiu no outro filme, o professor deveria dar lugar à fera descontrolada no embate final.

Ao meu ver, gastaram muito tempo nas viagens ao passado e não aproveitaram o tempo no terceiro ato. Essas viagens são interessantíssimas, mas em alguns momentos ficam cansativas.

Mas estes três pontos que citei não atrapalham a obra-prima que os irmãos russos nos entregaram. O final do filme é simplesmente espetacular. O sacrifício de um dos heróis pelos colegas e pela humanidade e por fim a “aposentadoria” do outro que decide aproveitar a vida do que ter super poderes, tudo isso foi fenomenal. Resta-nos agora torcer para que a Marvel continue nos dando ótimos presentes com os novos personagens que vão seguir “avante” neste universo fantástico!

Nota 9