Rambo: Até o Fim – Leia a Crítica!

O tempo passou para o ator Sylvester Stallone que está com 73 anos de idade. Mas a vontade de continuar atuando e mostrando que apesar da idade ainda tem fôlego pra encarnar um dos personagens mais icônicos da década de oitenta, não. “Rambo Até o Fim” é sem dúvida um filme que provavelmente encerra essa franquia e que como homenagem e nostalgia vale a pena, mas está longe de ser aquele do passado.

O que me incomodou bastante neste novo longa foi o roteiro extremamente melodramático que gira em torno do amor de John Rambo pela sobrinha teimosa que ele tem. Essa relação familiar, que definitivamente não estamos acostumados a ver nos filmes deste personagem, na minha opinião foi bem bobinha. Tudo bem que as tramas dos filmes anteriores não eram lá essas coisas, mas as cenas de ação compensavam e muito a falta de criatividade da narrativa.

Desta vez, a trama é muito cansativa e a falta de “Rambo Detonando Tudo” é uma falha que só chega na terceira metade da projeção. Porém chega com tudo e aí sim agrada bastante o público que acaba até ficando aliviado quando a matança começa no rancho do velho brucutu. Tudo bem que esse lance de túneis subterrâneos foi difícil de engolir, mas se a vida toda o veterano de guerra imaginava que dia ele iria usá-los pra matar mexicanos, problema dele né?

Rambo Até o Fim é um longa pra aposentar de vez o personagem e como eu disse no início, pra matarmos saudades dos clássicos antigos. O que realmente vale nesse filme é ver John carregado de traumas do passado e tentando conviver com eles num ambiente familiar e longe da civilização. E também, claro, as cenas de ação extremamente pesadas e realísticas no fim do filme. Ah, e não posso deixar de lembrar das cenas memoráveis dos filmes anteriores nos créditos finais. Essa hora é uma viagem boa no tempo!

Nota 6