Klaus – Leia a Crítica!

A história tradicional do Papai Noel já é bem conhecida por todos nós. E quando soube que a Netflix estava lançando um novo filme de Natal que abordada as origens do bom velhinho, logo pensei que veria mais do mesmo. E confesso que por causa disso, não fui atraído pela animação quando ela entrou no catálogo do serviço de streaming. Mas quando vi que Klaus estava indicado ao Oscar e que tinha desbancado Frozen 2, logo fiquei curioso pra saber motivo. Assisti e simplesmente amei o filme.

Em Smeerensburg, remota ilha localizada acima do Círculo Ártico, Jesper é um estudante da Academia Postal que enfrenta um sério problema: os habitantes da cidade brigam o tempo todo, sem demonstrar o menor interesse por cartas. Prestes a desistir da profissão, ele encontra apoio na professora Alva e no misterioso carpinteiro Klaus, que vive sozinho em sua casa repleta de brinquedos feitos a mão.

E é exatamente essa história que se torna o mais fascinante desta animação. Durante os desdobramentos dessa premissa somos apresentados a fatos do surgimento do Papai Noel completamente diferentes daqueles que vimos anteriormente. A magia do Natal e a lenda que envolve o bom velhinho acontecem de forma natural e com coincidências incríveis que diante do que nos é apresentado na trama fica nítida a inteligência do roteiro.

Confesso que no início o filme é cansativo. Parte do primeiro ato é difícil de engolir pois pensamos que aquilo que estamos vendo não tem absolutamente nada a ver com o que esperávamos. Mas basta termos um pouquinho de paciência pra notarmos que tudo que achamos que não era legal se encaixa com a história proposta e com o desfecho da narrativa.

O filme tem uma mensagem incrível, especialmente para as crianças e nos faz refletir sobre o mundo de hoje. Tem ótima trilha sonora, bastante aventuras e a animação é muito bem feita. Só assistindo pra ver que essa não é apenas mais uma das inúmeras histórias sobre o Papai Noel. É algo novo sobre um velho conhecido.

Nota 8