Era Uma Vez Em Hollywood – Leia a Crítica

Ao longo de trinta anos de carreira, Quentin Tarantino sempre nos presenteou com bons filmes com características peculiares desse ótimo diretor. Roteiros inteligentes e ousados, uso de violência gráfica e em muitos casos exagerada, diálogos ricos e boas surpresas na conclusão de seus filmes.

E em algumas das poucas produções que realizou, ele usou elementos que mostram uma cultura diferente como as artes marciais ou o velho oeste, por exemplo.

Em “Era Uma Vez em Hollywood” ele traz mais características assim usando a Los Angeles no fim da década de sessenta misturando fatos históricos e verídicos com ficção.

Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um ator de TV que, juntamente com seu dublê, está decidido a fazer o seu nome em Hollywood. Para tanto, ele conhece muitas pessoas influentes na indústria cinematográfica, o que os acaba levando aos assassinatos realizados por Charles Manson na época, entre eles o da atriz Sharon Tate (Margot Robbie), que na época estava grávida do diretor Roman Polanski (Rafal Zawierucha).

O roteiro do filme é interessante, porém nos conta histórias soltas que aguardamos com expectativa de que no terceiro ato tudo irá se amarrar e isso praticamente não acontece, o que me deixou um pouco frustrado. Temos personagens fortes, que estão sempre juntos, mas acompanhamos rumos diferentes para cada um deles.

Com Rick Dalton observamos a trajetória da carreira de um astro de Hollywood sempre querendo continuar no auge da fama. O dublê Cliff Booth nos mostra outro lado, o dos bastidores (teoricamente). Porém nesse caso acompanhamos o personagem na maioria das vezes dirigindo pelas ruas de Los Angeles como se isso servisse apenas para nos mostrar a cidade da época. E Sharon Tate aparece simplesmente dançando e em festas, sem pouca importância pra trama, o que nos deixa decepcionados.

O filme tem boa direção, excelentes fotografia, trilha sonora, figurino e ótimas interpretações de Leonardo DiCaprio e Brad Pitt. Mas infelizmente não é tudo aquilo que a gente espera de uma produção de Tarantino.

Spoilers:

Pra mim, resumo o longa em apenas quatro ótimos momentos: Cliff Booth Vs Bruce Lee, Sharon Tate assistindo ela no cinema (simples, mas legal), Rick Dalton interpretando nas séries e a cena final com o desfecho bem diferente do que aconteceu na vida real na morte da atriz pelos seguidores de Charles Manson. Aliás, apesar de inventado, o fim do filme é espetacular, com a marca de Tarantino.

Nota 7