Capitã Marvel – Leia a Crítica!

Sempre digo que grandes expectativas podem trazer grandes frustrações. Desde que surgiram as primeiras notícias do filme da Capitã Marvel e especialmente depois do final de Vingadores – Guerra Infinita, todos os fãs deste universo esperavam com muita ansiedade por este filme. É que diante da destruição causada por Thanos e da derrota deste grupo de heróis para este vilão espetacular, todos nós aguardávamos uma super-heroína extremamente poderosa capaz de derrotar o Titã louco que ficou marcado pra sempre em nossas memórias. E foi exatamente por isso que a Hype de Capitã Marvel sempre foi altíssima. E talvez esse tenha sido o maior problema pra quem assistiu o filme dela. Eu particularmente, que estava com uma expectativa enorme, achei a produção muito fraca.

Pra começar o roteiro é arrastado demais e até meio confuso no início. Somos apresentados a heroína em um treinamento, com diálogos rasos apenas pra justificar uma cena lá no final do filme. Em seguida, ela e seus “companheiros” vão a alguns planetas guerrear com os Skrulls e no meio disso tudo aparecem lembranças pra que o público comece a entender o que aconteceu com a personagem principal. Mas estes flash backs não funcionam muito bem, pelo menos até praticamente a metade da projeção. E finalmente quando ela vai pra Terra, a gente pensa que o filme vai começar e mudar completamente. Mas infelizmente isso não acontece. A narrativa é muito cansativa e pra quem esperava ver muitas cenas de ação acaba ficando decepcionado.

A história que vemos acaba não fazendo jus ao que estamos acostumados a ver nos outros ótimos filmes da Marvel. O roteiro traz muitas contradições nos mostrando um Nick Fury bem diferente daquele que já conhecemos. O personagem de Samuel L. Jackson acaba sendo o alívio cômico do longa e muitas vezes faz piadas bobas e exageradas, que em sua maioria não cabem no contexto da trama. A origem dos poderes da heroína nos mostra o famoso Tesseract que até então tinha sido encontrado pelo pai de Tony Stark no oceano. Mas agora estava com a Mar-Vell (Lawson) mandando um pouco a história que já conhecíamos.

As interpretações também deixaram muito a desejar. Apesar de parecer mais o bobo da corte neste filme, a melhor atuação acaba sendo de Samuel L. Jackson. O resto é difícil de engolir. Jude Law está péssimo. Annette Bening faz o dever de casa nas poucas cenas que aparece. Mas pra quem esperava que a Brie Larson iria arrebentar na pele de Carol Danvers, provavelmente ficou frustrado. A atriz não consegue cativar o público e parece nem ter expressões dignas da maior super-heróina da Marvel. Apesar do filme passar uma boa mensagem sobre a perseverança de quem nunca desiste apesar dos obstáculos, Larson não convence em momento algum.

Pra piorar, o filme tem uma maquiagem horrível, em especial com os Skrulls que nitidamente parecem foliões vestidos de máscaras de carnaval, no pior estilo “Inimigo Meu”. A direção é bem razoável e os efeitos especiais não ajudam também. Confesso que se não fossem a cena de abertura antes de começar o filme, a primeira cena pós-crédito e os 20 minutos finais, em que finalmente vemos o poder da Capitã Marvel, mesmo este aparecendo repentinamente, eu daria nota quatro pra este filme. Mas no terceiro ato, apesar destes poderes serem mostrados com algumas destruições de naves e não com um vilão à altura, a Capitã Marvel acabou tendo a nota um pouquinho maior.

E muita gente que gostou justifica dizendo “você tem de entender que é um filme de origem e por isso não tem muita ação”. E eu discordo plenamente. Um ótimo exemplo em minha defesa é o excelente filme da Mulher Maravilha que também é de origem e no entanto foi o melhor filme da DC Comics até agora.

SPOILER:

Além disso, pra quem imaginava que o Nick Fury iria perder o olho numa batalha em uma cena emocionante, ver o que realmente aconteceu é inacreditável. Definitivamente Capitã Marvel está bem aquém, pelo menos por enquanto, de ser a heroína que vai salvar os Vingadores de derrotar o poderoso Thanos. Tomara que em O Ultimato ela resolva calar nossas bocas né?

Nota 6 (pelos 20 minutos finais)