Bird Box – Leia a Crítica!

Ao contrário do que muitos críticos tem falado por aí, antes de mais nada já digo que gostei sim de Bird Box. E discordo da maioria das análises que andei lendo e vendo em diversos sites especializados. É o que sempre digo: gosto, cada um tem o seu. E minha divergência de opinião com os colegas especialistas é um sinal de que nunca devemos deixar de ver uma produção porque um crítico disse que é ruim. Mas vamos ao que interessa…

Bird Box se trata de um suspense dramático que nos traz uma premissa que no início até pensamos que está bastante batida já que é mais um longa que mostra uma situação apocalíptica, daquelas que estamos até cansados de assistir por aí. No começo até pensei que apareceriam zumbis, mas felizmente isso não aconteceu. Na verdade, os personagens são aterrorizados por misteriosas criaturas que ao serem vistas pelos humanos causam a morte deles por eles mesmos numa espécie de hipnose. Mas o roteiro não detalha de onde esses monstros vêm e muito menos nos revela estes “bichos” mortais.

E é justamente por esse motivo que o filme se torna muito bom. Acredito que esse seja o diferencial das outras produções apocalípticas. O tempo todo o público fica com aquela curiosidade de saber como são essas criaturas que ao serem vistas causam aquilo tudo nos humanos. Mas a gente apenas imagina o que elas são e isso atiça a nossa mente. O máximo que temos são esboços desenhados por um dos personagens em uma determinada cena.

Mas não a narrativa não se prende a apenas a causa das mortes, mas aprofunda na relação dos personagens principais que têm bastante química e características diferentes. Essas diferenças e medos acabam sendo um ponto interessante do longa durante a convivência deles presos em uma residência. O clima de suspense através dos ângulos filmados, trilha sonora forte e a ótima fotografia é intenso do início ao fim, o que nos prende bastante a atenção. É claro que o tempo de duração poderia ser menor. Acredito que poderiam cortar pelo menos 20 minutos do longa que não fariam falta.

Além disso, o roteiro ainda pode trazer uma mensagem subliminar. Existem teorias de que a história representa os obstáculos enfrentados por uma mãe durante o período de gestação. E se acreditarem nisso, o filme também funciona muito bem. A expectativa de uma mãe de primeira viagem com relação a uma gravidez indesejada. A depressão pós-parto, que é algo muito comum. E os “monstros” misteriosos podem muito bem representar essa doença. E tudo se encaixa se formos por esta teoria se observarmos que o personagem da Sandra Bullock mostra claramente isso o tempo todo, ainda mais quando descobrimos que ela, apesar de cuidar das duas crianças, chama-as de “garoto e garota”.

E pra terminar, é claro que tenho que falar das boas atuações de todo o elenco. Os atores trabalham muito bem, especialmente a protagonista Sandra Bullock que arrebenta na interpretação e do veterano John Malkovich que mesmo como coadjuvante nos mostra que ainda está em forma.

Nota 7