Aladdin – Leia a Crítica!

Nos últimos anos a Disney resolveu pegar os desenhos mais clássicos e famosos dela e transformá-los em filmes com versões Live-Action para atrair os fãs mais antigos dessas animações e conquistar um público novo. E parece que a cada longa lançado a qualidade melhora muito, o que mostra que a iniciativa vem dando certo.

Aladdin é a melhor prova disso até agora ao lado de Rei Leão. Sem dúvida, esta produção baseada no desenho do jovem aventureiro e o gênio lançado em 1992 é o melhor filme da Disney já lançado neste formato com atores de verdade.

A premissa é praticamente a mesma do desenho clássico. Porém acrescentaram mais meia hora de história em relação ao original e neste caso isso deu muito certo. Apesar de ser um fã do desenho, na época achei a história simplesmente bonitinha, mas bem superficial. Agora o roteiro, apesar de baseado no antigo, é muito mais aprofundado e detalhado. E os elementos acrescentados ajudam e muito a melhorar a narrativa.

Apesar de muitos não gostarem de produções da Disney por causa dos musicais, em Aladdin a qualidade da trilha sonora e das canções interpretadas pelo elenco é excepcional. A repaginada que fizeram com as músicas clássicas, o talento dos atores nas interpretações e a adição de “Speechless”, que sem dúvida é um dos pontos mais altos do filme, são fatores primordiais para o resultado que vemos neste longa.

Por falar em interpretações, Will Smith mais uma vez rouba a cena e faz do gênio azulão um dos melhores papéis da carreira dele. Smith está sensacional! E o elenco formado por novos atores também parece ter sido escolhido a dedo. Os atores que interpretam Jasmine e Aladdin conquistam o público e conseguem ter uma química muito boa. Apenas o que faz o vilão Jafar que não agrada muito por dois motivos: a voz fina e por ser novo demais para o papel.

O diretor Guy Ritchie, que sou muito fã, também faz um ótimo trabalho saindo da zona de conforto das produções que está acostumado a fazer como os excelentes filmes “Snatch – Porcos e Diamantes” e “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”. E ainda temos ótimos efeitos especiais, uma fotografia belíssima e um figurino de encher os olhos.

Nota 10