Cavaleiros do Zodíaco da Netflix – Crítica

Desde que a série animada sobre o grande clássico “Os Cavaleiros do Zodíaco” foi anunciada pela Netflix muitas expectativas foram criadas em torno da legião de fãs que existe ao redor do mundo, principalmente aqui no Brasil onde esse anime teve um grande sucesso, especialmente na década de noventa. Muitas pessoas aguardavam com ansiedade pra ver como a tecnologia atual poderia trazer benefícios aos personagens que muitos amam. Outros já ficaram desconfiados de cara já que sabem que superar o original é algo bem complicado e isso já foi provado anteriormente em outras versões, inclusive cinematográficas.

Pois de cara já vou avisando que se você é da época do anime que estreiou em 1994 na extinta Rede Manchete ou mesmo sendo mais novo, acompanhou o desenho original, as chances de ficar frustrado com a série da Netflix é grande. Agora se você não conhece nada ou apenas um pouco sobre esses cavaleiros, pode ser que a produção te agrade. Aliás, ela foi criada principalmente para introduzir o que já conhecemos principalmente ao público infantil. E por causa disso, para os mais antigos isso pode ser um problema. Para os novos, não.

Eu vou fazer minha análise, apesar de não ser um “grande especialista” em Cavaleiros do Zodíaco, de uma forma bem simples citando os pontos negativos e positivos. Primeiramente vou falar do roteiro que na minha opinião foi muito superficial. Acredito que tentaram resumir demais a história dos cavaleiros, em especial a saga de Seiya. Somos apresentados ao personagem principal e de uma forma abrupta ele já tem poderes no primeiro episódio e logo no segundo já está lutando contra o Cassius na arena pra conseguir a armadura de bronze. A narrativa segue dessa forma até o fim. Parece que temos diversos pulos na história e até mesmo pra garotada nova pode ficar complicado entender a essência da trama.

Com essa pressa pra cumprir os curtos seis episódios, num total de 2 horas de duração todos eles, outros erros surgem. As lutas são muito curtas e se resumem basicamente ao “lançamento” dos poderes cósmicos dos nossos queridos personagens. Não é como no anime que tínhamos batalhas mais detalhadas, sofridas, dramáticas e até mais violentas. O único confronto que realmente vale a pena é o do episódio final contra o Ikki de Fênix. E por incrível que pareça, com tão pouco tempo, a Netflix ainda coloca uma discussão totalmente inútil de Seiya com um bueiro falante.

Algumas mudanças podem ser vistas pelos fãs como ruins ou boas, dependendo do ponto de vista de cada um. Primeiro uma animação em 3D, depois a mudança de gênero de um dos cavaleiros (Shun de Andrômeda) e o exército no meio da trama.

Entre os pontos positivos da nova série, eu gostei muito do visual que é bem fiel ao anime, porém em 3D o que de fato se torna algo diferente daquilo que já vimos no passado, porém bem parecido com o visual de “A Lenda do Santuário” de 2014. As lutas, apesar de serem curtas, são bem feitas. E justamente por isso, deveriam ter muito mais tempo dedicado a elas. E pra finalizar, o que mais gostei foi de assistir a série com os dubladores clássicos do anime o que pra mim foi a maior nostalgia que a Netflix conseguiu nos trazer. A dublagem está excelente e sem dúvida faz a gente voltar ao passado.

Nota 5